Hemose: Estudo analisa perfil de pacientes que realizam sangrias terapêuticas
 
 
A flebotomia ou sangria terapêutica é uma forma de tratamento para combater o excesso de ferro no sangue. Esse método foi objeto de um estudo comparativo realizado junto aos pacientes assistidos no serviço ambulatorial do Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) e teve como finalidade analisar o perfil epidemiológico dos usuários assistidos na unidade de hematologia.
 
Essa técnica consiste em retirar cerca de 500 ml de sangue do paciente, ajudando a reduzir também a quantidade de ferro no organismo. O procedimento é similar a uma doação de sangue, e a quantidade de líquidos retirada é reposta na forma de soro fisiológico.
 
O estudo foi monitorado pelo gerente do ambulatório, o biomédico Weber Santana Teles. Ele informou que os níveis elevados de ferro normalmente estão ligados a uma doença genética chamada hemocromatose, mas também podem ser associados a outros fatores como uso de suplementos vitamínicos, por exemplo. “Com esse levantamento de dados buscamos incentivar a pesquisa e o ensino na área do sangue. Um dos objetivos estratégicos do Hemose”, destacou ao ressaltar que o trabalho contribui para melhoria de indicadores dos serviços prestados no ambulatório.
 
Conforme o gestor a pesquisa realizada pelas acadêmicas de biomedicina da Universidade Tiradentes (Unit) Ione Alves Santos e Isabela Santos Alcântara tomou por base uma análise retrospectiva e descritiva dos seguintes critérios: gênero, faixa etária, indicação terapêutica, profissão, localização, quantidades de procedimentos, volume, intercorrências, dosagens de hemoglobina (Hb), hematócrito (Ht) e ferritina.
 
Os dados coletados de 2005 ao primeiro semestre de 2018, analisou  informações de 577 prontuários de pacientes, totalizando no período, 2.792 procedimentos de sangria terapêutica, concluiu que: o maior índice 94,6% (546) dos pacientes são do sexo masculino, 61% (352) residem na capital, a faixa etária vai de 41 a 60 anos. Dentre os pacientes, 63,4 (366) teve diagnóstico de hiperferritinemia, sendo a maioria do sexo masculino 65,6% (358) e, no sexo feminino 41,3% (13) com diagnóstico de poliglobulia com indicação para sangrias terapêuticas.
 
Hematologia
 
O Hemocentro de Sergipe é a unidade referenciada pelo Ministério da Saúde (MS) para o tratamento de pacientes portadores de anemias crônicas, doenças genéticas do sangue como as coagulopatias - alteração na coagulação do sangue. As mais comuns são a hemofilia dos tipos A e do tipo B, além da doença de Von Willebrand e de Gaucher. As hemoglobinopatias – que tem como caraterística alteração na hemoglobina, sendo que a enfermidade mais conhecida é a Anemia Falciforme.
 

Academicos de biomedicina pesquisam as doencas do sangueAcademicos de biomedicina pesquisam as doencas do sangue

 

Isabela Alcantara  Weber Teles e Ione AlvesIsabela Alcantara Weber Teles e Ione Alves